DE SACO CHEIO DE ESQUENTAR BANCO

A real é que a gente não ta incomodado, e talvez esse texto te choque um pouco, mas tô afim de falar sobre, então, tô nem ai se te chocar (coloque amor nas minhas palavras), é até bom que você se sinta atacado, bom que você acorda! Vai ser bom pra você!

Ficou fácil demais ser “crente” hoje (entre aspas mesmo, eu não concordo com o termo, afinal, todos nós acreditamos em algo… uso mais o termo cristão, e talvez esse texto te mostre um pouco do porquê.), se você diz que é da igreja, ultimamente, tá tudo bem, tem até um certo status, é “bonito”, bem visto (apesar das polemicas envolvendo o corpo eclesiástico atual). Se tornou cômodo demais, de boas demais, e talvez, parte da forma como lidamos com isso, tem a ver com esse conforto. Lidamos com a fé de uma forma rasa, superficial, onde dizemos com a nossa boca que somos seguidores de Jesus, mas ao primeiro sinal de mudança nas nossas vidas, assumimos o controle, afinal, quem sabe do que precisamos mais do que nós mesmos, certo?

É uma fé confortável demais, onde basta só batermos ponto num culto 1 ou 2 vezes na semana, esquentamos o banco, levantamos as mãos quando a câmera passa perto, até postamos versículos nos nossos perfis toda manhã, super espirituais que somos né?

Nos tornamos seguidores de Cristo somente num culto de 2 horas, mas fora isso, não precisamos falar sobre Jesus, afinal, todo mundo já sabe quem ele é…

Em um dos últimos posts, citei a passagem dos discípulos a caminho de Emaús, após a crucificação de Jesus:

Quando estavam à mesa, ele tomou o pão e o abençoou. Depois, partiu-o e lhes deu. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram. Nesse momento, ele desapareceu. Disseram um ao outro: “Não ardia o nosso coração quando ele falava conosco no caminho e nos explicava as Escrituras?”. E, na mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém. Ali, encontraram os onze discípulos e os outros que estavam reunidos com eles,

Lucas 24:30-33 NVT

Esse texto mostra algo bem interessante, depois de terem um encontro com Cristo ressurreto, os discípulos tinham que contar aos outros o que viram, tinham que gritar pra todo mundo ouvir o que acabaram de presenciar. E a gente, hoje, como está?

Fomos chamados pra anunciar esse Cristo que mudou toda a história, não só daquela época mas a minha e a sua também. Houve um Luan antes de ter um encontro verdadeiro com Jesus, e um Luan após esse encontro com ELE. E a principal diferença é que depois desse encontro, não conseguimos ficar parados no nosso banco, por causa desse encontro, eu deixo o meu banco pra poder ir falar pra outros sobre o que ELE fez por mim e que pode fazer por cada um que ouvir!

A igreja (templo) não é pra permanecer, pelo contrário, é para ser como um porto, onde os navios chegam, são carregados, cuidados para que não quebrem no meio da jornada, mas, são enviados para a próxima missão! Um navio que só fica parado no porto acaba estragando, e não navega mais, para de cumprir o que ele foi feito pra fazer!

Já passou da hora da gente entender que ficar esquentando banco não vai fazer Jesus conhecido de verdade! Uma fé superficial não mostra Cristo de verdade e sua totalidade! Tá na hora da gente crescer, parar de querer os holofortes, e ser realmente cristãos, imitadores de Cristo, pequenos cristos onde quer que formos, essa é a definição de seguir a Jesus!

Não é só um “eu acredito e tá ótimo” é um “eu acredito sim, e por isso eu me movo, vivo e existo, e preciso contar pra outros, pra que outros também possam viver!”

Então? Já não tá de saco cheio de esquentar o banco da sua igreja?

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Keller

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