
Anunciando a Guerra
Faz um tempinho desde a última carta, porque as coisas por aqui estão corridas e surrealmente cheias, mas, refletindo e pensando em algumas coisas recentes, tivemos algumas transformações por aqui e em breve venho compartilhar umas novidades legais.
Mas, voltando para a carta, hoje, estava meditando a respeito de um evento que eu fui ontem e ouvindo um episódio de um podcast com um baterista cristão que acompanho e que curto o trabalho (vou deixar o link em algum lugar por aqui) e algo que ele disse me chamou atenção. Provavelmente não vou falar com as mesmas palavras e na mesma ordem, mas, sigam o pensamento comigo e vão entender o que quero dizer com essa carta.
No decorrer do podcast, é citado a questão da inversão de valores e a questão dos ritmos e bateria nas igrejas, e ele relembrou um antigo versículo:
“Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: cornalina, topázio e quartzo; crisólito, ônix e jaspe; safira, turquesa e berilo. Os seus tamborins e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.”
Ezequiel 28:13
Esse versículo, faz referência a lúcifer, e nesse podcast, o Aposan faz um comentário que me chamou atenção e uma analogia que me fez refletir demais. Dentro desse versículo ele faz a seguinte analogia:
Antes da queda, o céu era cheio de som, lúcifer, era o líder, fazia os tambores ressoarem e depois da queda, o som cessou. Parou. Houve um silêncio.
E diante do espetáculo do “haja” na criação, lúcifer chama a terça parte e comenta tentando ridicularizar: aaa lá galera, ELE tá carente!
e imagine um pequeno diálogo,entre Deus e lúcifer, enquanto Deus moldava uma massa informe, barro, criando o homem.
– que que é isso que você está fazendo ô majestade? Que que é esse boneco ai que você tá montando?
– Isso aqui? Vou chamar de templo do Espírito Santo!
Ele vai errar, terão momentos complicados, mas, chegará um tempo que ele se arrependerá, e darei nova vida, tudo se fez novo, eu habitarei nele! Você não!
– Tá, mas, ele não tem o que eu tenho…
– E o que você tem?
imagine lúcifer, abrindo o peito e enchendo aquele espaço com um som distorcido de tambores…
– Eu tenho os tambores. O seu som acabou, não adianta mais, pra você só tem o silêncio, eu tenho os tambores…
E Deus, após criar Adão, sorri, sopra em suas narinas. Ele coloca os ouvidos sob o peito daquela pequena criatura feita de barro, e escuta, não o silêncio, mas o perfeito som dos tambores…
E agora, quero traçar um segundo paralelo, que veio depois de rever esse episódio e depois de ontem no festival do japão. Uma das coisas que mais me chama atenção nos festivais japoneses, são as apresentações de Taiko, e para os que não sabem, são os tambores japoneses, segundo a wikipedia no Japão feudal, os taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para definir um ritmo de marcha e para enviar ordens ou anúncios. Na batalha, o taiko yaku (tocador de tambor) era responsável por definir o ritmo da marcha, geralmente com seis passos por batida do tambor. Durante o período Sengoku, batidas de tambores específicos costumavam comunicar ordens de retratação e avanço.
A Bíblia nos fala que existe uma guerra, uma guerra que nós, como povo de Deus, temos lutado todos os dias, uma guerra que não é contra carne e sangue. Somos todos parte do contingente nessa guerra. Uma guerra pela nossa alma! O capiroto já tá condenado, o objetivo dele é levar a maior quantidade com ele e se você não tá ligado nisso, é melhor se ligar.
E sabe quando a guerra termina?
Quando o som dos nossos tambores para.
Se ligou aqui?
A bíblia é mais do que só um manual de fé e prática, ela é real, e é um lembrete de que estamos em guerra, um grande exemplo disso está na carta de Paulo a seu discípulo, Timóteo, quando diz:
SUPORTE COMIGO O SOFRIMENTO COMO UM BOM SOLDADO DE CRISTO.
A gritante diferença, no entanto, é que nós sabemos como essa guerra termina, afinal, o nosso próprio manual nos conta. CRISTO vence!
E com isso em mente, vem a pergunta para você, se a guerra dura enquanto o som dos tambores continua, como você tem gastado o tempo que tem? Como tem vivido diante do general que te alistou para essa guerra? Como meros civis ou realmente como parte desse exército?
Tá mais do que passando a hora de tomarmos vergonha na nossa cara de madeira repleta de óleo de peroba e viver cada dia aqui com a certeza de que, se estamos em guerra, temos que dar o nosso melhor, não porque outros estão vendo, não porque vai ter alguma recompensa, mas, porque o nosso general, aquele que nos convocou a lutar, está nos chamando e orientando. E enquanto o som dos tambores no meu peito continuar, vou avançar mais um passo junto com o exército, seguindo a Cristo, o nosso líder e Senhor.
Enquanto as batidas no meu peito não pararem, não vou retroceder, é avançar, segurar mais firme as armas e ir pra cima. Não contra as pessoas, afinal nossa luta nunca foi contra elas. Mas, contra todas as fortalezas inimigas, principados e potestades, como a própria palavra nos diz.
Então companheiros de armas e trincheiras, qual lado você tem escolhido? Como você tem vivido?
Como um soldado com medo nas trincheiras? Como um civil que não quer se envolver? Ou será que você já cansou de ser qualquer uma das opções acima e entendeu que enquanto estamos aqui, é guerra, é seguir o general e avançar!
Os tambores anunciam a guerra, e enquanto os meus soarem, minha espada está a serviço do rei dos Reis, minhas mãos, pés, mente e coração, estão de prontidão.
E espero que isso encoraje você a também estar!
De seu irmão de armas e companheiro de trincheiras
L. KELLER








![Fim & [Re]início](https://kellernotes.com/wp-content/uploads/2025/10/imagem-do-whatsapp-de-2025-10-28-as-23.01.56_d8f52670.jpg?w=1024)
conte aqui o que achou! Seja livre