
Eu sei, fiquei muito tempo sem escrever, muito tempo distante, não da fé, mas, desse front de batalha, devido a acontecimentos, mudanças intensas na dinâmica da vida offline, e retornar, depois de tudo, ainda parece meio estranho, então não ligue tanto se eu estiver um pouco enferrujado pra fazer isso, demorou bem mais tempo do que eu gostaria de admitir… e o tema dessa carta é bem esse mesmo… RETORNAR
A verdade é que o mundo seguiu, os dias correram, o algoritmo das redes mudou, o campo de batalha se tornou ainda mais barulhento, com confusões na mídia, tretas religiosas vindo a tona e no meio de todo esse ruído… muita coisa adormeceu.
Não por maldade, mas por distração. Não por abandono, mas por sobrecarga. Mas agora… algo voltou a pulsar.
Algo nos chama de volta, e sim, eu sei que você também sente isso, essa urgência de anunciar, de voltar ao início, de recomeçar, porque afinal de contas, todos precisam ouvir e nós, como mensageiros, precisamos falar.
Essa é a carta que marca o retorno.
E quem retorna, volta diferente.
Não é sobre retomar o ritmo antigo, até porque, aquele ritmo não nos serve mais, as antigas roupas, formulas, linguagens e meios, não refletem tanto o que nos tornamos depois de mudanças tão significativas interna e externamente… mas, independente da mudança, ainda tem algo imutável na missão.
O propósito permanece!
E sim, era hora de voltar, apesar de ainda estar aprendendo a lidar com a nova forma que as coisas tomaram, como dizem os mais velhos, estamos aprendendo a trocar o pneu com o carro em movimento.
Mas, tinha que voltar.
A escuridão do mundo não é sinal de que Deus está quieto no canto dele, mas, é o anuncio de que, mais do que nunca, temos que resgatar o nosso posto como parte da linha de frente na batalha, uma vez que foi pra isso que fomos convocados.
Despertar, ajudar outros a despertarem e formarmos a resistência ante esse mundo caótico, corrompido e cruel.
E o mundo vai fazer o possível e o impossível pra afastar você e quando você vê, já não lê mais a Palavra como antes, já não ora como o soldado que depende das ordens do seu capitão ou vai acabar morrendo aqui no campo de batalha, já não responde ao céu com o mesmo temor.
E é por isso que essa carta existe:
pra lembrar quem você é, e pra onde está indo.
Se a Bíblia diz que “já é hora de despertar do sono”, é porque ela fala com homens que sabem o que devem fazer, mas adiam, deixam como secundário o que deveria ser prioridade.
Fala com mulheres que carregam promessas, mas enterraram por “não ter tempo de se comprometer com a promessa”.
Fala com soldados feridos, que esqueceram onde deixaram a espada e a coragem de dar mais um passo em direção a Cristo, mesmo não vendo a estrada completa.
Retornar é um ato de coragem.
Voltar pra Palavra, pro altar, pras trincheiras… Voltar a dizer não pro pecado, não pra passividade, não pra essa cultura que quer domesticar o que Deus fez selvagem.
E é aqui que a batalha começa. Porque despertar exige mais do que emoção, exige renúncia.
Requer uma escolha: largar o travesseiro e pegar a armadura.
É guerra! E quem estiver distraído vai ser engolido sem nem perceber, mas, ainda existe tempo.
Essa carta foi escrita pra você, que assim como eu também, sente que tá na hora de voltar a caminhar, mesmo que ainda se sinta na lona, apanhando de todos os lados, segurando a barra mas, que ainda crê.
Pra você que ouve Deus até no silêncio. Pra você que ainda sente o sangue esquentar quando lê as Escrituras. Pra você que sabe que não nasceu pra viver apagado, mas pra carregar a Luz do mundo em pleno território inimigo.
Respira. Reposicione. Retorne.
Porque o Rei ainda está chamando os seus.
Subirei até minha torre de vigia e ficarei de guarda. Ali esperarei para ver o que ele diz, que resposta dará à minha queixa. [ Habacuque 2.1 ]









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