CARTAS DA VANGUARDA – #01

Chamados para ser Selvagens

Essa primeira carta eu realmente queria trazer algo que acrescentasse algo a você que está lendo, e nada mais justo do que ser alguma coisa que acrescentou na minha jornada. Quero compartilhar com você algo que falou bastante comigo, nos últimos tempos, e recentemente também. Vivemos em uma época em que querem neutralizar aquilo que Deus nos chamou para ser, desde o princípio, somos chamados para ser conforme a imagem e semelhança do nosso Deus, diferentes a nossa maneira, mas, em essência, sermos como ELE É, e lendo um livro recentemente ( e que tem me acompanhado já tem algum tempo), me trouxe algumas reflexões e entendimentos de alguns pontos.

O livro em questão é Coração Selvagem – John Eldredge.
E Relendo esse livro recentemente, me trouxe de volta alguns insights e pensamentos que havia anotado para compartilhar, e porque não, na nossa primeira Carta? O homem é selvagem por natureza, imagem e semelhança do seu criador.

Diferente de Eva, que foi criada já dentro do jardim, Adão, foi feito do barro, de um terreno selvagem, e colocado dentro do jardim, já entendeu o ponto aqui?

Tanto Adão quanto Eva mostram algumas facetas do que o próprio Deus é, afinal, são imagem e semelhança. E vivemos em um mundo onde querem neutralizar isso, não querem deixar nós sermos da forma como Deus nos chamou para ser. Querem domesticar o que por natureza, Deus fez selvagem.

Já parou para pensar que algo que cativa o coração masculino, desde as brincadeiras até os filmes, envolvem sempre um fator de perigo? Algo selvagem e brutal? Homens que estão lendo isso, quero que relembrem, e mulheres que estão lendo quero que pensem nas crianças, os meninos que estão próximos de vocês…
Quais eram as brincadeiras que empolgavam? Geralmente algo envolvendo golpes, corridas, aventura…
Seja brincando de lutar, os contatos e atritos no futebol, ou simplesmente criar uma aventura que vale a pena com seus bonecos de ação baseados em filmes, séries e desenhos que mostram o que? Lutas, atritos e aventuras… algo selvagem.

Algo que o autor expõe no livro é essa simplicidade, o fato de, nas palavras dele, todo homem, independente da idade, busca 3 coisas em seu coração:

Uma batalha para lutar, uma aventura para viver e uma bela para resgatar.

Tudo o que vivemos, gira em torno disso… nossas brincadeiras de infância, nossos projetos e desejos, planos e metas… as brincadeiras giram em torno disso, afinal, que menino nunca se viu lutando com os amigos para enfrentar um dragão ou um grupo de bandidos? E no final disso resgatar as pessoas que são importantes?
Salvar a princesa que está na torre, enfrentar a jornada até encontrar o vilão e derrota-lo…
E sim, homens, sei que todos fizeram isso, e é o motivo de filmes com enredos assim serem tão atrativos… (Como a saga Senhor dos Anéis… onde até nós homens temos que admitir querer uma história como a de Aragorn e Arwen, viver uma aventura como Bilbo e Gandalf, Frodo e Sam, e lutar nas batalhas como Legolas e Gimli)

E da mesma forma e simplicidade, observando o coração feminino, ele não busca uma batalha para lutar, mas sim alguém que lute por ela (e esse é um dos motivos de romances épicos sempre arrancarem os suspiros femininos, como Edward jurando amor eterno a Eleanor em Razão e Sensibilidade, ou Romeu, que enfrenta toda a tradição familiar para estar junto da sua bela Julieta…), quer ser prioridade para alguém; ela não busca uma aventura para viver e nem ser a aventura, mas, busca uma aventura em que ela possa participar, ser incluída e cooperar, e por fim, revelar a sua beleza, que cativa os olhos atentos, no simples e comum…

Todas essas estão compreendidas dentro daquilo que Deus é! Deus é selvagem, um Deus de batalhas, afinal, é o Senhor dos exércitos, um Deus que vem ao resgate dos seus, mas ao mesmo tempo, um Deus que quer se relacionar com seu povo intimamente, um Deus que faz tudo tão belo que a própria criação mostra a sua beleza, um Deus que quer fazer parte do que Ele de antemão preparou para vivermos com ELE…
E o mundo hoje quer nos fazer enjaular nossos corações naturalmente selvagens, assim como quer fazer com Deus, tentam cortar as garras e as presas do Leão de Judá, e lança-lo em uma jaula, e fazer o mesmo com seus filhos, mas, esse lado selvagem ainda está lá, pronto para ser livre, e cabe a nós, caçar e trazer de volta essa essência, feita conforme a imagem e semelhança do nosso Criador.

E talvez esse seja o caminho para viver algo totalmente novo, e resgatar aquilo que o mundo tenta furtar, a nossa origem!

‘Esse é o relato da criação dos céus e da terra. Quando o Senhor Deus criou a terra e os céus, nenhuma planta silvestre nem grãos haviam brotado na terra, pois o Senhor Deus ainda não tinha mandado chuva para regar a terra, e não havia quem a cultivasse. Mas do solo brotava água, que regava toda a terra. Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra. Soprou o fôlego da vida em suas narinas, e o homem se tornou ser vivo. O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, para os lados do leste, e ali colocou o homem que havia criado. ‘Gênesis 2:4-8 ( Destaques do Keller em itálico)

Que possamos resgatar o coração selvagem que assim como um animal ferido, se esconde, mas, quando encontrado, é mostrado a todos, afinal, o nosso coração revela quem o nosso Criador É, pois como a bíblia nos diz:

Porque fomos feitos por Deus, criados em Cristo Jesus, para boas obras, as quais Deus preparou previamente para que andássemos nelas. [ Efesios 2.10 ]

De seu irmão de armas e companheiro nas trincheiras:
Keller

Uma resposta a “CARTAS DA VANGUARDA – #01”

  1. Avatar de RODRIGO DE SOUZA MATIAS
    RODRIGO DE SOUZA MATIAS

    Deus te abençoe, gostei muito.

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Keller

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